Enquanto a mentalidade cultural continuar assim (ler Aqui) não há política que valha à Justiça... Inqualificável, a decisão de um juiz exibe, perante o mundo, uma interpretação da violência sexual que, em pleno século XXI, é inadmissível em democracia... felizmente existe quem, como o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, chama os "bois pelos nomes" (ler o destaque Aqui).
sábado, 14 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Lorca! Solidariedade e Consciência...
Aqui ao lado, na Comunidad de Murcia da vizinha Espanha, há dois dias, a cidade de Lorca foi palco de um tremor de terra devastador que atingiu 5.1 na escala de Richter (ler Aqui). Hoje, em Lorca, o dia foi mais triste do que o medo - como só podem ser os dias em que se partilha o sentimento comum de uma tragédia, materializada no funeral das 9 vítimas mortais. Entretanto, a cidade semi-demolida, a lembrar cenários de guerra!, tem cerca de 10.000 desalojados e, apesar do empenhamento político, os acampamentos em que se refugiam os cidadãos que ficaram sem casa, são a imagem de uma marca que os habitantes de Lorca não irão esquecer. Além da solidariedade, fica em todos nós, portugueses e espanhóis, aceso o alerta para as condições de construção e para os imprevistos que o tempo, a natureza e as condições diversas que determinam as singularidades catastróficas, podem significar para as populações... porque tudo o que se fizer em nome da prevenção, por muito pouco rentável que possa parecer, não é demais... porque, a vida humana vale sempre a pena... se, como disse o Poeta, "(...) a alma não é pequena (...)"!
Eurodeputados Unidos... (2) - Agradecimento sobre um Post Quase Desaparecido...
Esteve aqui o post referido na publicação anterior como "desaparecido" e intitulado "Eurodeputados Unidos Contra a Crise e Pelo Desenvolvimento", que, felizmente!, o Miguel Abrantes do Câmara Corporativa me ajudou a recuperar e a quem, sinceramente!, agradeço! Entretanto, o post original reapareceu no lugar certo e ficou, portanto, repetido! Por isso, eliminei este texto, sem no entanto, eliminar o post, para preservar o justo e devido agradecimento ao Miguel.
Pedimos Desculpa por esta Interrupção...

Lembram-se?... sim, de facto, este título, reproduz a frase que todos conheciamos, há décadas atrás, quando as emissões da TV sofriam interrupções... e foi esta a frase que me ocorreu ontem, pelas 21horas, ao perceber que o Blogger estava com problemas! Felizmente, hoje, já ao fim da tarde, foi com grata surpresa que descobri que o problema fora resolvido! Este imprevisto afectou muitos bloggers e levou-nos alguns dos post's publicados... no caso do "A Nossa Candeia", foi, apenas!, o último!... O meu pedido de desculpa aos leitores por esta interrupção e por este "desaparecimento". Tentarei recuperar o post e reinseri-lo até porque o seu conteúdo era, na minha opinião, naturalmente!, interessante e relembro aqui o seu título: "Eurodeputados Unidos Contra a Crise e Pelo Desenvolvimento?"...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Eurodeputados Unidos Contra a Crise e Pelo Desenvolvimento?
A crise alimentar esteve em debate entre os deputados portugueses no Parlamento Europeu (um por cada partido com representação parlamentar), no programa "Eurodeputados", a cuja transmissão assisti, ontem, na
RTP 2... a emissão, repetida, passou já tarde, noite dentro e, ao meu olhar de cidadã, os seus 60m foram um momento único na política portuguesa: um deputado do PS, uma deputada do PSD, um deputado do CDS, um deputado do PCP e uma deputada do BE analisaram a União Europeia enquanto importadora alimentar e, face à crise em que se encontram as economias nacionais ("a braços" com as designadas "dívidas soberanas"), no que se refere ao caso português, foi consensual a ideia de que a UE tem que proceder a uma revisão estrutural da Política Agrícola Comum (PAC), direccionando-a, antes de mais, para a diminuição das importações alimentares. Para o efeito, cada eurodeputado apresentou razões que, inequivocamente!, se completavam e se reforçavam na exposição de algumas das ideias que consideraram essenciais a essa reforma. As intervenções, cooperantes, objectivas e sustentadas por todos, podem resumir-se da seguinte forma: para diminuir as importações alimentares é fundamental produzir nacionalmente. O incremento da produção nacional e a revitalização do sector primário, a saber, a agricultura, a par do desenvolvimento de uma rede de distribuição eficaz e sustentada, é o principal instrumento de promoção efectiva do desenvolvimento rural, motor da dinamização da demografia do interior. Destas intervenções, destaco a qualidade da perspectiva apresentada por João Ferreira do PCP, que, aceite por todos os colegas por corresponder e ilustrar perfeitamente um objectivo comum, bem poderia servir de eixo estrutural ao argumentário português, no combate que tem que se fortalecer na esfera europeia, para defesa, não só do interesse nacional mas, do intere
sse de todos os cidadãos europeus - em especial, dos que habitam o mundo rural. E, pelo que ouvi, os nossos deputados ao PE são capazes de se unir para o fazer - desde que os seus partidos não tolham as suas capacidades comunicacionais e diplomáticas, impondo as lógicas fracturantes a que recorrem, em nome de uma identidade partidária que mais não é do que mero corporativismo. Quanto ao argumentário exposto, determinante para o desempenho de um papel activo e capaz no plano político europeu, pode sintetizar-se assim: para reduzir a vulnerabilidade económica nacional face à dependência externa de importações, deve promover-se o direito à produção interna e a reorientação dos modelos de produção para pequenas e médias explorações, vocacionadas para responder às necessidades do mercado interno. Com o objectivo de, por um lado, reduzir a agricultura direccionada par ao exterior, intensiva e monocultural, e de, por outro lado, privilegiar a diversidade produtiva, esta reorientação dos modelos produtivos concorreria para a consolidação da autonomia local e contrariaria o crescimento exponencial do desemprego, através da promoção do aumento do número de pessoas susceptível de vir a trabalhar na agricultura. E se estes objectivos devem vir a configurar o modelo de desenvolvimento e crescimento económico nacional, é também indispensável que, no plano comunitário, a nova reforma da PAC autorize os países-membros a produzir para efeitos de auto-suficiência, articulando, para efeitos de sustentabilidade, a política agrícola com as políticas comerciais - actualmente responsáveis pela dispersão e globalização do mercado alimentar, com custos sociais mas, também, financeiros, elevadissimos!, para os cidadãos e os Estados.
RTP 2... a emissão, repetida, passou já tarde, noite dentro e, ao meu olhar de cidadã, os seus 60m foram um momento único na política portuguesa: um deputado do PS, uma deputada do PSD, um deputado do CDS, um deputado do PCP e uma deputada do BE analisaram a União Europeia enquanto importadora alimentar e, face à crise em que se encontram as economias nacionais ("a braços" com as designadas "dívidas soberanas"), no que se refere ao caso português, foi consensual a ideia de que a UE tem que proceder a uma revisão estrutural da Política Agrícola Comum (PAC), direccionando-a, antes de mais, para a diminuição das importações alimentares. Para o efeito, cada eurodeputado apresentou razões que, inequivocamente!, se completavam e se reforçavam na exposição de algumas das ideias que consideraram essenciais a essa reforma. As intervenções, cooperantes, objectivas e sustentadas por todos, podem resumir-se da seguinte forma: para diminuir as importações alimentares é fundamental produzir nacionalmente. O incremento da produção nacional e a revitalização do sector primário, a saber, a agricultura, a par do desenvolvimento de uma rede de distribuição eficaz e sustentada, é o principal instrumento de promoção efectiva do desenvolvimento rural, motor da dinamização da demografia do interior. Destas intervenções, destaco a qualidade da perspectiva apresentada por João Ferreira do PCP, que, aceite por todos os colegas por corresponder e ilustrar perfeitamente um objectivo comum, bem poderia servir de eixo estrutural ao argumentário português, no combate que tem que se fortalecer na esfera europeia, para defesa, não só do interesse nacional mas, do intere
sse de todos os cidadãos europeus - em especial, dos que habitam o mundo rural. E, pelo que ouvi, os nossos deputados ao PE são capazes de se unir para o fazer - desde que os seus partidos não tolham as suas capacidades comunicacionais e diplomáticas, impondo as lógicas fracturantes a que recorrem, em nome de uma identidade partidária que mais não é do que mero corporativismo. Quanto ao argumentário exposto, determinante para o desempenho de um papel activo e capaz no plano político europeu, pode sintetizar-se assim: para reduzir a vulnerabilidade económica nacional face à dependência externa de importações, deve promover-se o direito à produção interna e a reorientação dos modelos de produção para pequenas e médias explorações, vocacionadas para responder às necessidades do mercado interno. Com o objectivo de, por um lado, reduzir a agricultura direccionada par ao exterior, intensiva e monocultural, e de, por outro lado, privilegiar a diversidade produtiva, esta reorientação dos modelos produtivos concorreria para a consolidação da autonomia local e contrariaria o crescimento exponencial do desemprego, através da promoção do aumento do número de pessoas susceptível de vir a trabalhar na agricultura. E se estes objectivos devem vir a configurar o modelo de desenvolvimento e crescimento económico nacional, é também indispensável que, no plano comunitário, a nova reforma da PAC autorize os países-membros a produzir para efeitos de auto-suficiência, articulando, para efeitos de sustentabilidade, a política agrícola com as políticas comerciais - actualmente responsáveis pela dispersão e globalização do mercado alimentar, com custos sociais mas, também, financeiros, elevadissimos!, para os cidadãos e os Estados."Parem de Falar e Comecem a Plantar"! Já!
Este post decorre da sugestão da minha grande amiga Maria José Matos Manuelito a quem agradeço a partilha (aqui registada, num comentário do post anterior):
Felix Finkbeiner é uma criança de 13 anos que, a partir de um trabalho escolar que fez quando tinha apenas 9 anos, descobriu que se plantassemos um milhão de árvores poderiamos contrariar as mudanças climatéricas que nos afectam a todos e que ameaçam, seriamente!, o futuro do Planeta! Por isso, criou um movimento conhecido por "Plantar para o Planeta", cujo lema é: "Parem de Falar, Comecem a Plantar"... A adesão mundial ao movimento criado por este menino alemão, cruzou o mundo também através do Facebook e chegou a todo o lado, designadamente ao México onde muitas crianças, escolas e comunidades o adoptaram e reproduziram... e foi tal a dimensão que o movimento ganhou que, sendo 2011 o "Ano Internacional das Florestas", Felix Finkbeiner foi convidado para apresentar esta iniciativa na "Conferência de Abertura" deste evento:
Dito de outro modo, o que Felix e as crianças de todo o mundo nos querem dizer é: "Crianças e Adultos de Todo o Mundo, Deixem-se de Tretas e Comecem a Plantar para se devolver ao Planeta a Vida de que depende a Nossa Vida"!
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Direitos Humanos; Educação; Natureza;
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Lugar de Inquietações - as Palavras entre o Coração e a Razão...
... fazem-se na "Inquietação" de Zeca Afonso e na "Inquietação" de José Mário Branco, expressão de um mesmo sentir, de uma mesma preocupação, de um mesmo amor e de uma mesma razão... Sempre!
domingo, 8 de maio de 2011
Breves mas Relevantes - Contributos para o Esboço do Paradoxo como Paradigma Contemporâneo

* Apesar de Fukushima e da manifestação cívica em Tóquio contra a política energética do Japão, o governo japonês afirma que continuará a investir na opção nuclear (mesmo quando outros seus parceiros de causa estão dispostos a desistir - é o caso da Alemanha);
* Apesar dos EUA terem dito, a propósito das questões recorrentes sobre a morte de bin Laden e a Al-Qaeda, que não iriam armar os revoltosos líbios por considerarem que a emergência desta organização decorreu do armamento dos revoltosos no Afeganistão, a Itália anunciou que vai armar os revoltosos líbios;
* Apesar do carácter bem-intencionado das revoltas árabes que marcaram o princípio de 2011 e de que El Baradei, há dias, no Estoril, disse serem movimentos sociais de jovens que lutam pelo respeito pelos direitos, liberdades e garantias de um regime democrático, contra as ditaduras e por melhores condições de vida, os confrontos sangrentos continuam na Síria e surgem também no Egipto incidentes gravosos que tornam mais complexo o juízo, cada vez mais perplexo e preocupado...
Entretanto, por cá:
* Enquanto Maria João Rodrigues diz que o Acordo com a Troika conseguiu proteger a classe média baixa e os mais desprotegidos, independentemente do grau de sacrifícios que vai exigir ao país (leia-se aqui a versão portuguesa do Memorando que o Aventar disponibilizou, prestando um verdadeiro serviço público aos cidadãos), Mário Soares afirma que o Acordo é melhor do que se esperaria e do que a Grécia conseguiu negociar e Mira Amaral considera que o Acordo é um "trabalho tão bem feito" sobre a economia nacional que, na sua opinião, estava a ser preparado há muito tempo, não tendo resultado apenas da estadia dos especialistas do FMI, da CE e do BCE em Portugal;
* Enquanto Nuno Serra no Ladrões de Bicicletas nos relembra o protagonismo português da grande defesa do que designa por "economia do endividamento", Vega 9000 apresenta no Aspirina B, uma reflexão sobre a dívida da Grécia à banca internacional no contexto de uma reflexão sobre o Euro que urge ser levada a sério e José Simões chama a atenção para um pormenor produtivo (??) que não é irrelevante, sem detrimento da graça e do impacto da produção, no Der Terrorist.
... pois... para exemplificar o paradoxo como paradigma da relação entre a política e a sociedade, chega!... por ora, claro!
Alma Europeia - de Dostoiewski a Chagall, uma outra globalização
Talvez Dostoie
wski me tenha ensinado, nos muros densos das personagens de um S.Petersburgo feito da intensidade dos seus mundos interiores, externos ao tempo e encerrados nas suas próprias histórias, o desfasamento entre a realidade, a sua representação e a sua vivên
cia... eis como a Literatura pode ajudar, de facto!, o entendimento da vida. E foi provavelmente uma outra face desta aprendizagem que ensinou a Italo Calvino a percepção arquitectónica que justifica a expressão "cidades invisíveis" e que permitiu a Marc Chagall a construção da obra "Eu e a Aldeia"... Daqui à Rússia e à Itália foi sempre um passo... o passo da nossa inteligência emocional, configurada pela cultura do espaço que a globalização mais não faz do que exibir nos seus mais insignificantes detalhes - aqueles que ao olhar da distância física se não revelam e que, revelados!, pouco mais acrescentam do que a confirmação de uma mesma tragédia humana.
wski me tenha ensinado, nos muros densos das personagens de um S.Petersburgo feito da intensidade dos seus mundos interiores, externos ao tempo e encerrados nas suas próprias histórias, o desfasamento entre a realidade, a sua representação e a sua vivên
cia... eis como a Literatura pode ajudar, de facto!, o entendimento da vida. E foi provavelmente uma outra face desta aprendizagem que ensinou a Italo Calvino a percepção arquitectónica que justifica a expressão "cidades invisíveis" e que permitiu a Marc Chagall a construção da obra "Eu e a Aldeia"... Daqui à Rússia e à Itália foi sempre um passo... o passo da nossa inteligência emocional, configurada pela cultura do espaço que a globalização mais não faz do que exibir nos seus mais insignificantes detalhes - aqueles que ao olhar da distância física se não revelam e que, revelados!, pouco mais acrescentam do que a confirmação de uma mesma tragédia humana. sábado, 7 de maio de 2011
Leituras Cruzadas...
Depois do comentário público do Presidente da República ao acordo com a troika (sobre o qual é indispensável ler JMCorreia Pinto no Politeia), vale a pena reflectir no que o panorama político-partidário nacional da oposição tem dado a pensar aos portugueses e o que os cidadãos vão deduzindo de tudo o que têm visto (vejam-se os textos de Graza no Arroios, de José Albergaria no Mainstreet, de Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, de MFerrer no Homem ao Mar e de João Tunes no Vias de Facto). Felizmente, apesar do que tem acontecido à vida cívica do país (leia-se a notícia publicada no A Cinco Tons), há quem, também revelando uma lucidez crítica assinalável (leiam-se: Nuno Sotto Mayor Ferrão no seu Crónicas do Professor Nuno Ferrão, Filipe Tourais no O País do Burro e Ricardo Schiappa no Esquerda Republicana), o faça de forma bem-humorada (é o caso de Ariel no Cirandando e do preciso We Have Kaos in the Garden).
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Quem beneficia com o pessimismo do Presidente da República?
Cavaco Silva falou hoje ao país, na sequência do acordo com a troika... Disse o que todos têm repetido, alertando para as dificuldades nacionais e para as que podemos esperar com as medidas de austeridade previstas para a próxima governação... Apesar de não ter podido mostrar-se agastado com os resultados do acordo (bem melhores do que, como a maioria das pessoas, terá suposto) e afirmando que "esta pode ser uma oportunidade", Cavaco Silva não resistiu ao pendor que tem para a amarga reprimenda e, por outras palavras, afirmou que se nos não portarmos bem, daqui a 3 anos, podemos estar pior! Como dizia, há pouco, o Director Executivo da Visão, entrevistado no "Hoje" da RTP 2, também por outras palavras, no esforço de chamada de atenção para o realismo pessimista que a situação económico-social portuguesa pode suscitar, Cavaco Silva "esqueceu-se" de dizer que, se cumprirmos o acordo que agora foi feito com as instâncias internacionais da troika, daqui a 3 anos, o País Pode Estar Muito Melhor!... Filipe Luís não o disse mas, a pergunta impõe-se a um Presidente que tanto falava na necessidade de dar esperança aos cidadãos: porque razão não contribuiu o Presidente da República para o renovar da confiança de que o país precisa para vencer as dificuldades presentes e do futuro próximo? Ao contrário de Filipe Luís, não penso que tenha sido por "esquecimento" e, como alguém bem sugeriu, interrogo-me: "será por razões eleitoralistas?"???... confesso que preferia que não fosse porque não é esse o papel de um Presidente da República!... mas, se não foi essa a razão, como poderemos explicar esse "esquecimento" atendendo a que, apesar de tudo, Portugal tem conseguido alcançar algumas conquistas sociais reconhecidas internacionalmente - como é o caso da notícia sobre as boas condições de maternidade no nosso país (ler Aqui) e os dados hoje divulgados pela OCDE (ler Aqui) que demonstram ter havido resultados nítidos no que se refere ao combate à pobreza que, apesar do muito que tem crescido, diminuiu em relação aos últimos anos - quando, ao contrário do que por cá tem vindo a suceder, a pobreza tem apenas crescido sem oscilações em países como... a Alemanha!
Uma Sondagem feita depois do "Chumbo" do IV PEC e Divulgada depois do Acordo com a Troika*...

Depois de conhecido o acordo com a designada troika, a mais recente sondagem da Universidade Católica apresenta intenções de voto maioritariamente dirigidas para o PS (ler aqui e aqui)... entre as variáveis em análise, o PSD apresenta apenas algumas vantagens no que se refere à imagem comparada dos líderes dos dois maiores partidos - o que não deixa de ser interessante dado o desconhecimento efectivo dos eleitores face aos desempenhos do líder do PSD. De facto, no que se refere a apreciações subjectivas relativas à imagem dos líderes, Passos Coelho recolhe algumas preferências ainda que por diferenças insignificantes (no que se refere, por exemplo, à simpatia e à honestidade), conformes com a simples natureza do factor "novidade" no panorama dos protagonistas-candidatos que não chega para anular a ausência de conteúdo e substância que caracteriza a sua imagem pública e a falta de reconhecimento da sua capacidade de liderança e de perfil adequado à governação (ler aqui)... curioso!... e demonstrativo da capacidade de avaliação objectiva dos portugueses que, coerentemente, afirmam, apesar das críticas às medidas políticas adoptadas recentemente e nos últimos anos, que nenhum partido teria feito melhor que o PS, a que atribuem a maior e melhor defesa das políticas sociais.
(* O título deste post foi alterado na sequência da chamada de atenção do comentário abaixo publicado, da autoria de VOZ A 0 DB; o título original era: "Divulgação da Primeira Sondagem Após o Acordo com a Troika" e, de facto, poderia ser interpretado como se se referisse à data de realização da sondagem - sem que tal equívoco interpretativo estivesse presente nas minhas intenções... e por se não tratar de qualquer tentativa de manipulação da informação ou sequer de marketing, reformulei o título do texto, tal como o sugeriu Voz a 0 DB)
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dalai-Lama, Prémio Amnistia Internacional 2011
O Prémio da Amnistia Internacional de 2011 foi hoje atribuído a Tenzin Gyatso, o XIVº Dalai-Lama do Tibete (ler aqui). No ano em que esta organização de defesa dos Direitos Humanos celebra 50 anos de existência, associamo-nos a esta homenagem justa e merecida ao mais vibrante e radical defensor vivo da não-violência no mundo contemporâneo! Parabéns, Dalai-Lama! Obrigado, Amnistia Internacional!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Do incómodo de Um Bom Acordo...
O Acordo entre o governo e a troika foi anunciado esta noite por José Sócrates para, confesse-se!, surpresa de todos os que proclamavam, em tom de prenúncio trágico, não se saber quando estaria concluido e, mais ainda!, para surpresa de todos os que deram por certa a adopção das medidas que mais afectariam, no imediato, a vida dos cidadãos - as quais, afinal de contas!, se não irão -felizmente!!!- concretizar. Refiro-me ao facto deste acordo ter conseguido garantir o pagamento de subsídios de férias e 13º mês, a não redução do salário mínimo, a inexistência de cortes nas pensões abaixo dos 1.500 euros, o não despedimento na Função Pública, a não privatização da Segurança Social e da Caixa Geral de Depósitos, a continuidade da tendência para a gratuitidade da Escola Pública e do Serviço Nacional de Saúde e a não necessidade de mais medidas orçamentais em 2011. É ou não - sejamos honestos!! - um excelente acordo, face a tudo o que se poderia esperar e contra tudo o que foi antecipado precipitadamente, justificando o secretismo das negociações? Repito! Sejamos honestos! É certo que não conhecemos todo o acordo e que, para já, sabemos que o défice deverá atingir os quase 5% no primeiro ano, os quase 6% no segundo ano e os 3% em 2013 - dado que a "ajuda externa" decorrerá pelo período de 3 anos. É difícil para todos nós? É. Poder-se-ia esperar outra coisa? Não. A verdade é que o ideal seria termos uma economia em expansão, contrariando tudo o que se passa à nossa volta!... mas, a verdade é que somos apenas mais um país entre muitos com quem partilhamos a mesma lógica (injusta, é certo!) de gestão económica. Por isso, dada a gravidade da situação nacional a que a crise reduziu a nossa vulnerável (de há muitas décadas! - sublinhe-se!) economia, conduzindo-nos (mau grado a sucessão de PEC's que suscitaram o cansaço e a desistência sem alternativas efectivamente viáveis de uma oposição que se limitou a dizer Não ao IV PEC) à inevitabilidade do pedido de "ajuda externa", podia o país esperar mais do que o que foi hoje anunciado? Não, não podia. E o que é triste é ver a hipocrisia demagógica pré-eleitoral chorar "lágrimas de crocodilo" e reivindicar "louros" por um problema sério que pretenderam dramatizar até à exaustão e por uma vitória "suada" e, imprevisivelmente!, alcançada! Foi um excelente acordo, sim senhor! E os portugueses sabem e reconhecem isso, porque seriam eles a sentir "na pele" o custo que significaria não termos obtido estas garantias... fez o Primeiro-Ministro bem em ter anunciado apenas o que não foi perdido, antes de serem conhecidos outros dados que denotarão o preço deste compromisso? Fez bem, sim senhor! Sabem porquê? Porque os cidadãos portugueses estavam em pânico com todo o alarde que a oposição e os "media" criaram a propósito de uma especulação assustadora para quem vive dos rendimentos do seu trabalho!... e sim, para infelicidade dos demagogos!, ficaram agora muitissimo mais aliviados e capazes de enfrentar o futuro com algum ânimo, coragem e confiança - apesar da consciência das dificuldades que sabem e compreendem não terem deixado de existir!
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Cultura e Civilização - Da Educação dos Povos...
A sociedade global e mediática em que vivemos tornou comum a partilha da informação, promoveu a valorização tecnológica e incentivou o crescimento do terceiro sector - o sector dos serviços. O facto arrastou contudo, sem precauções socio-económicas e políticas, o abandono dos aparelhos produtivos e investiu numa alegada competitividade que mais não fez do que acentuar este desequilíbrio dos sectores económicos e desenvolver uma agressividade no mercado, que penalizou fortemente a igualdade de oportunidades entre os cidadãos - nomeadamente no que se refere ao acesso ao emprego. Daí ao crescimento desproporcional do desemprego e ao aumento exponencial da pobreza, foi um pequeno passo concretizado, no seu pior!, pela crise do mercado financeiro que estamos a viver! Hoje, quando a luta contra a violência e a necessidade de segurança dos cidadãos contra os riscos colaterais da economia de mercado, pode servir interesses que reforcem as forças partidárias conservadoras, estimulando e promovendo o racismo e a xenofobia, é essencial desenvolver uma educação comum, pedagogicamente vocacionada para o exercício da cidadania, do respeito pelos Direitos Humanos e da coexistência pacífica no respeito e valorização da diversidade ou seja, no respeito pela identidade cultural dos povos. E se a questão é pertinente no chamado mundo ocidental*, é ainda mais pertinente em sociedades onde as crianças e jovens são sujeitas a enculturações que fomentam o ódio, a violência e a guerra contra o "outro". Por isso, exactamente a propósito do que ontem aqui escrevi a propósito da morte de Bin Laden (ler Aqui), certo e seguro é, apenas, que o mundo será, de facto!, mais seguro quando os cidadãos (crianças de hoje e adultos de amanhã) não optarem pela violência como forma de resolução dos seus problemas e quando puderem exigir um futuro melhor através do exercício de eleições livres e de manifestações públicas como as que fizeram recentemente, entre outros, os jovens tunisinos e egípcios... Por isso, para que a civilização contemporânea defenda as culturas sem fomentar genocídios ou etnocídios, guerras ou terrorismos, seria fundamental que, por exemplo, a ONU conseguisse que todas as nações que integram a organização, permitissem introduzir nos seus sistemas escolares formais (recorrendo ao apoio de uma Unesco capaz de privilegiar esta matéria), módulos disciplinares sobre uma temática universal que poderemos designar por"cidadania e sociedade" que se deveria prolongar por todo o período escolar obrigatório das crianças e jovens. O futuro do planeta decorre do futuro das sociedades e o futuro das sociedades depende da sua cultura e da forma como esta configura as suas representaçãoes da intervenção cívica e política... e, porque a cultura se constrói e consolida na educação, é através da educação que poderemos combater a reprodução da pobreza e da injustiça das assimetrias sociais que sustentam a revolta e fornecem argumentos à defesa da violência como arma política!... Na verdade, o título do Relatório da Unesco que tem vindo a ser aprofundado desde há 15 anos e que se pode ler AQUI denota, sem dúvida alguma, o verdadeiro desafio das culturas e das civilizações contemporâneas: Educação, Um Tesouro a Descobrir!
(* Nota: no comentário abaixo, da autoria de Voz a 0 DB pode aceder-se a um vídeo que ilustra bem o acesso das crianças a armas)
(* Nota: no comentário abaixo, da autoria de Voz a 0 DB pode aceder-se a um vídeo que ilustra bem o acesso das crianças a armas)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Da morte de Bin Laden...
O anúncio da morte de Bin Laden pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, é hoje, seguramente!, a notícia do dia, 10 anos depois do trágico e inesquecível 11 de Setembro, a que se seguiu um conjunto mortal e persistente de acções extremistas que lançaram o terror no mundo inteiro. A propósito desta notícia e a título de comentadora, a jornalista Cândida Pinto afirmou esta tarde, à SIC-N, que o facto dos movimentos e revoltas que marcaram o mundo árabe em 2011 não terem levantado bandeiras de apoio aos extremistas, demonstra que, actualmente, a Al Qaeda já não tem a popularidade de há uns anos, relevando que as multidões de jovens exigiram, isso sim!, trabalho, mais liberdade e melhores condições de vida! De facto, da Tunísia ao Egipto, da Síria ao Yémen e por muitos outros países que foram gerindo as respectivas situações internas com a razoabilidade perdida na Líbia (onde a guerra deflagrou efectivamente e continua com elevados custos para a população), o mundo árabe afirmou ao mundo não ter como objectivo ajudar a concretizar as finalidades que, durante muito tempo, o líder da Al Qaeda anunciou e, menos ainda!, apoiar a metodologia de extermínio que a organização escolheu como forma de actuação. Hoje, com a morte de Bin Laden, ao fim de 10 anos de perseguição e de um jogo de "gato e de rato" cujo fim era previsível, o mundo reage como se estivesse em causa a capacidade do mundo ocidental em vencer as ameaças de terrorismo. De facto, a morte de Bin Laden é um símbolo para a desmistificação de uma ideia que podia contribuir para o recrutamento de crianças e jovens para as forças extremistas! Um símbolo de uma luta aparentemente inglória contra o medo que parecia invisível e capaz de assaltar os cidadãos com a destruição, a cada esquina. A vitória dos EUA é, por isso, essencialmente simbólica e, provavelmente!, apesar de potenciais reacções mais ou menos imediatas (que podem ocorrer num esforço de demonstração que a morte do líder não significa a aniquilação da organização -e, pior que isso, da sua ideologia!), um significativo contributo para o recrudescimento da adesão dos mais jovens ao extremismo político que se esgota no detonar de uma brutal violência cega que ninguém pode aceitar! E se é estranho ver celebrar a morte de alguém, estranho seria se isso não acontecesse como consequência dos milhares de vítimas inocentes feitas pelo terrorismo proclamador do ódio e que, neste simbolismo, encontra uma forma de catarse. A pergunta que se coloca é a de saber se o mundo ficou mais seguro; contudo, sabendo-se que a proliferação de organizações destrutivas não acaba subitamente, é compreensível a reacção, cautelosa, dos líderes políticos mundiais:
Destaque-se que, na comunicação de Barack Obama, foi hoje, uma vez mais, salientado um facto crucial para toda esta problemática emblemática nas sociedades contemporâneas: os EUA não estão nem nunca estarão em guerra contra o Islão... e esta é uma afirmação importantissima na medida em que a ideologia do terror tem recorrido à religião como seu sustentáculo, confundindo e perturbando o quadro perceptivo e cognitivo de crianças, jovens e adultos, enculturados e socializados em contextos islâmicos que têm o direito de conhecer e viver num mundo onde os Direitos Humanos sejam de facto, valorizados e respeitados.
domingo, 1 de maio de 2011
Leituras Cruzadas (Actualizadas com *)
Não sei se para compensar o facto de já não propor algumas Leituras Cruzadas há mais tempo do que é costume, registo alguns dos textos, comentários e observações que configuram o essencial do que, por estes dias, de assertivo, contraditório e pertinente, merece a nossa reflexão. A título de introdução, vale a pena ler o texto de Rui Herbon no Jugular, a constatação de Ariel no Cirandando, as observações de Miguel Abrantes no Câmara Corporativa e de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo e as notas breves mas, pertinentes de JM Correia Pinto no Politeia* e de Valupi no Aspirina B*... mas, porque a realidade tem uma dimensão de inequívoca complexidade, os textos de Vital Moreira no A Aba da Causa, de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia e de Paulo Pedroso no Banco Corrido desenvolvem alguns dos temas que têm feito a agenda política dos dias que, apesar de tudo!, apresenta algumas surpresas interessantes que vale a pena ter em consideração (leia-se o texto de Paulo Nobre no A Cinco Tons). Felizmente, o espaço público da blogosfera não tem cedido à tendência de se circunscrever à realidade político-partidária e tem partilhado nos últimos dias outras perspectivas no equacionar dos problemas nacionais, inscrevendo-os num enquadramento mais vasto da consciência crítica contemporânea; é o caso dos textos de José M. Castro Caldas no Ladrões de Bicicletas, de Nuno Ramos de Almeida no Cinco Dias, de Garcia Pereira no António Garcia Pereira, de JMCorreia-Pinto no Politeia e de João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas... e é no contexto deste contributo para a desmistificação das aparências com que somos permanente e sofisticadamente manipulados, que merecem particular destaque os textos de João Abel de Freitas e de Raimundo Narciso no PuxaPalavra... porém, o texto que considero mesmo indispensável no já longo Leituras Cruzadas de hoje é da autoria do já citado Raimundo Narciso e pode ser lido AQUI.
1º de Maio - Homenagem ao Dia do Trabalhador!
Nos dias que correm, quando o trabalho escasseia e a crise grassa sem dar descanso aos que lutam diariamente pelo exercício do seu direito à vida, enquanto tantos outros, miseravelmente!, se entretêm a fazer cálculos de gestão de um poder sobre o que lhes não pertence, nada melhor que evocar o Canto de Zeca Afonso... para que não esqueça: o canto, a razão, a força, a solidariedade e a intemporalidade da consciência da união na amizade, no combate e na determinação pela defesa dos direitos de todos! Viva o 1º de Maio!
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